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segunda-feira, 23 de março de 2015

“A sociedade não está pronta para recebê-los”, diz psicóloga da APAE

Dra. Márcia Taparelli explica que todo portador tem direito de ser humano

Da esquerda para a direita: Rodrigo Rosa, Zé Carlos, Clarinha, Michel Brunelli e Anderson Moscatini são
alguns dos assistidos pela APAE 

O Dia Mundial da Síndrome de Down foi no último sábado, 21, e merece ser celebrado todos os dias, isso porque muitos acreditam que o portador da Síndrome é diferente dos demais seres humanos. Mas em conversa com as psicólogas da APAE de Valinhos vemos que o panorama é diferente.

“Não é o Síndrome de Down (SD) que não está pronto para ser inserido na sociedade. É a sociedade que não está pronta para recebê-los”, explica a psicóloga Dra. Márcia Hoguiuda Taparelli, que trabalha há 17 anos na APAE.

A também psicóloga Ana Paula Dias Klinke, há oito anos na APAE, conta que os SD são capazes de tudo. “Eles se dão os próprios limites, têm amizades com outros colegas da instituição e se ajudam entre si. Todos crescem e essas amizades são muito importantes”, explica.

Dra. Márcia conta que não existem graus na Síndrome. “A APAE trabalha com a família e mostra que o papel dela é fundamental no desenvolvimento da criança. A nossa primeira luta é pela vida, a Síndrome fica em segundo plano, isso porque muitos apresentam doenças, como a cardiopatia, a dificuldade em ganhar peso, e outras. Cada um tem suas particularidades”, lembra.

Com isso, o papel da APAE é deixar o aluno ao máximo na rede regular, dando estimulação precoce e todo apoio às famílias. “Alguns pais têm medo, mas os preparamos para enfrentar o preconceito, para saber lidar com os SD, pois eles são 100% eles todos os dias, e é preciso entender isso”, finaliza Dra. Márcia.

“Nesta data vamos celebrar todas as conquistas dos portadores. Em primeiro lugar os pais, em segundo as instituições e depois eles, pois sem estes dois primeiros nenhum estaria onde está hoje, tendo o direito de amar, estudar, o direito de ser feliz. Direito de ser humano”, completa.

A família
Inez Borges da Costa, de 35 anos, é mãe de Maria Clara Costa Magalhães, de 10. A filha que frequenta a APAE uma vez por semana para acompanhamento psicológico, e fisioterapeutico, é como qualquer outra criança, mas  ainda sofre preconceito na rua.

“Até hoje, em parques, as mães tiram os filhos de perto. No shopping, na escada rolante, vejo as pessoas me chamando e penso ‘será que é comigo?’. E eles chamam porque querem ver a Clarinha, como se ela fosse de outro mundo. Não me incomoda mais, mas isso precisa ser trabalhado na sociedade”, explica.

Clarinha, que desde os 3 anos está na APAE de Valinhos, se desenvolveu graças à família. “Se não fosse a APAE, que me orientou, hoje seria diferente. A Dra. Márcia foi um divisor de águas na minha relação com a Clara, é muito importante esse apoio pra família. Aqui aprendi que não sou psicóloga ou profissional, sou a mãe da Clara e ponto”, finaliza.

A APAE
A APAE de Valinhos trabalha com 25 portadores da Síndrome de Down, sendo que alguns frequentam a entidade todos os dias e outros apenas uma vez por semana para acompanhamento psicológico e fisioterapêutico.
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TEATRO VEM SER

Teatro ajuda no desenvolvimento de assistidos da APAE
Portadores da Síndrome de Down, junto de outros deficientes, fazem parte do Grupo Vem Ser

Acometidos por uma alteração genética, os portadores de Síndrome de Down (SD) são, realmente, pessoais especiais, mas não por suas condições e sim pelas pessoas que são. Na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), o Grupo de Teatro Vem Ser é um grande exemplo de como o SD pode e deve ser inserido na sociedade.

Michel Brunelli, portador da SD e um dos atores, quando perguntado sobre como o grupo ajuda em sua vida foi categórico: “tudo”. O rapaz , de 33 anos, frequenta o teatro há anos e sabe da importância da expressão em sua evolução e tem certeza da sua capacidade em ser como todos os outros que são considerados “normais”.

E normais mesmo são as atitudes do SD, assim como de todos os outros deficientes que freqüentam a APAE. “Nosso dever é refazer o preconceito que as pessoas têm com todos os deficientes”, explica Deise Kratza, que faz parte do grupo e é amiga de todos os colegas que têm a Síndrome de Down.

Ana Paula Tieko, coordenadora do teatro, explica que essa interação entre eles é necessária e traz bons frutos. “Em uma discussão a respeito do teatro que apresentamos nesta sexta, em homenagem aos portadores da Síndrome, os deficientes e os downs chegaram a uma conclusão: são todos iguais. E isso é interessante, pois eles se ajudam, cada um dentro de suas limitações, desde subir no ônibus, até controlar quando um está mais animado do que o normal”, diz.

E essas atitudes são reflexo da participação no teatro, que traz uma mudança de postura e conduta de todos. “O síndrome tem dificuldade de expressão oral, facial, gestual. Tem retração social que dificulta a convivência e o teatro traz a oportunidade de desenvolver habilidades”, diz Dra. Márcia Hoguiuda Taparelli, psicóloga da APAE.

E o reconhecimento que os alunos recebem é de extrema importância. “É muito bom os alunos serem reconhecidos. Eles freqüentam empresas e são vistos, são incentivados e motivados a participarem”, completa Ana Paula Dias Klinke, também psicóloga.

Participação
Segundo Ana Paula Tieko, os participantes não são escolhidos para o teatro. “Eles começam a fazer parte do grupo por demonstrarem interesse, por terem desejo. Eles se comprometem e têm muita dedicação e responsabilidade com o grupo”, explica.

Ainda de acordo com Ana Paula, o teatro visa contar para a sociedade como é a vida dos deficientes. “Mostrar para o público como eles enxergam a sociedade também é importante. A gente sempre passa o recado 'na lata', sem dar muitas voltas, indo direto ao assunto”, finaliza.

O Grupo Vem Ser tem apoio da Secretaria de Cultura de Valinhos e mais informações podem ser obtidas através do Facebook www.facebook.com/vemser.teatro ou pelo telefone (19) 3303 4500.


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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Malabaristas: a magia do circo nas ruas

Gabriel Rossi e Luca Di Vito se dividem entre os estudos e a arte circense
    Quem são eles? Essa pergunta permeia a cabeça dos motoristas que param nos semáforos da Av. dos Esportes e dão de cara com artistas de rua. Há meses jovens são vistos fazendo malabares e arrecadando dinheiro nesta via. Mas, engana-se quem acha que eles estão ali apenas para ganhar um trocado. Os rapazes sonham mais alto e querem propagar a arte gratuitamente.

    “Conheci um amigo que viajou a América fazendo malabares e isso me inspirou. A gente quer mudar o cotidiano, atingir o sentimento e as percepções das pessoas”, explica Luca Di Vito, de 22 anos.

    O companheiro de picadeiro Gabriel Rossi, de 20 anos, compartilha do mesmo pensamento. “Seria hipócrita se dissesse que não é pelo dinheiro, mas também não é só por ele. Hoje a arte está sendo vendida e é um prazer poder mostrar a nossa para o povo, gratuitamente”, comenta.

    Os jovens se dividem entre a faculdade de Ciências Sociais na Unicamp e a arte circense. “Praticamos os malabares há pelo menos três anos. Nas ruas trabalhamos há dois. É uma correria normal igual de qualquer trabalhador. Às vezes até mais complicada, pois tudo sai do nosso bolso, começando pela passagem de ônibus e no final do mês precisamos pagar contas. ”, diz Rossi.

Rossi tem 20 anos
    Os espetáculos proporcionados pelos jovens são instantâneos. O semáforo fecha, eles entram em cena e encantam o público. E claro, existem sempre as saias justas. “É normal errar na hora dos números, tem que saber agir pra poder contornar”, explica Di Vito.

    Mas os desafios não impedem os garotos de continuar. Em qualquer lugar eles levam a arte. “Itatiba, Campinas e até em Minas já fizemos bastante trabalhos para poder comer ou dormir”, conta Rossi. Sobre o quanto recebem, varia. “Depende do dia, às vezes uma só pessoa é generosa e salva a gente”, completa.

    Os garotos não gostam de rótulos. “Muitas vezes as pessoas veem a gente na rua e não sabem porque estamos aqui. Não gostamos de nos definir, mas somos artistas de rua, malabaristas ou malabaristas e artistas de rua, não sabemos”, contam os dois aos risos.

    Com relação ao futuro, eles não pretendem parar com a arte. “Acho que sempre vou fazer isso, mesmo que for atingindo o público de um jeito diferente. Procuramos sempre evoluir, correr atrás sozinhos e meu sonho é viajar o mundo assim como meu amigo”, comenta Di Vito.


*Matéria publicada no jornal Folha de Valinhos - edição  30/11/2013



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domingo, 11 de agosto de 2013

Filhos dão continuidade ao trabalho dos pais


Fernando com o pai Dino Celani.
Os pais não levam o filho durante nove meses na barriga, não sentem a dor do parto, nem enjoos ou desejos, mas têm um dia especial só para eles. E qual pai nunca sonhou em ver o filho seguir seus passos? Preservar a tradição e a história da família, para alguns é importante. E neste Dia dos Pais, a Folha de Valinhos vai  resgatar histórias de famílias valinhenses, que têm dentro de casa exemplos mais do que especiais.

Segismundo Celani obteve o dom de ser cartonifista há muito tempo. Desde seus 20 anos, ele segue a tradição familiar que começou em 1934. Hoje com 85, sr. Celani herdou o Cartonificio Valinhos S/A de seu pai, Ferrucio Celani."Comecei a trabalhar no Cartonificio em 1948 e apesar da minha idade, ainda venho à empresa e mantenho meu cargo de presidente". 

Fernando, o filho, seguiu o exemplo. Embora seja engenheiro de produção formado na USP, depois de ter estagiado em outras indústrias, em 1995, com 24 anos, resolveu seguir os passos da família. "O Fernando veio para o Cartonificio motivado pelo gosto herdado de mim e do avô pela indústria de papel, e aqui encontrou sua verdadeira vocação", conta o pai orgulhoso. E quando perguntado sobre o que ensinou ao filho, ele é categórico. "Ensinei que ele deve ser honesto, persistente e corajoso para ser empresário em nosso país", completa. 

Outro exemplo de trabalho em conjunto é encontrado na família da Sorveteria Sóaki. Luiz Cedran herdou do pai o dom de fazer sorvetes, que começou em 1944, em plena Guerra Mundial. Hoje, a família dá corpo à Sorveteria Sóaki e à franqueadora Mil Milk Shakes. "Somos uma família crescida no comércio e com certeza não saberia fazer outra coisa. Essa paixão em lidar com o público nós herdamos do meu pai. Acredito ter influenciado meus filhos, pois até hoje trabalhamos em família e temos muito orgulho disto", comenta Cedran.

Hoje, ele e os três filhos trabalham a todo vapor. "Passo para meus filhos o lema que aprendi com meu pai, que é ser sempre justo e honesto. E mesmo com os recursos atuais, eles sabem que é preciso colocar muito carinho, conhecimento e determinação para que nossos negócios cresçam cada vez mais"

Dr. Ruy e dr. André fazem parte de uma família de médicos.
E quem nunca ouviu falar de uma família de médicos? É assim a família do dr. Ruy Meirelles. Dois dos filhos resolveram seguir seus passos. Mas  André e Tiago Meirelles, formados em urologia e ortopedia respectivamente, não foram influenciados. "Nunca sugeri aos meus filhos que seguissem a medicina. Se eles seguiram foi por talento próprio e, talvez pelo meu testemunho, pois tenho muita paixão pela medicina". É o que garante o filho André, quando diz que "o constante exemplo do pai ajudando o próximo valorizou ainda mais a arte médica".

Aos 41 anos de idade, o rapaz diz que não se arrepende de ter escolhido a medicina às vésperas do vestibular. "Hoje, uma das coisas que mais gosto de fazer é operar. A medicina é uma profissão muito gratificante e ter em quem me espelhar também".

Dr Ruy que tem 45 anos de medicina, diz que aprende com os filhos todas as conquistas médicas, alguns assuntos das especialidades de ambos e, principalmente, as prioridades dos médicos jovens. E ele, que ainda conta com duas psicólogas na família (a esposa Maria Helena e a filha Marta Bartira), não pretende parar cedo. "Tenho 75 anos bem vividos e com muita garra para exercer a medicina por muito tempo ainda".

Juliana trabalha no escritório do pai Gilson.
E há filhas que também seguem o exemplo do pai. Juliana Zamproni trabalha junto com Gilson no escritório de despachante que leva o mesmo nome. Ele começou em 1968, aos 14 anos, trabalhando como office-boy, fazendo limpeza e cobrança no escritório de Luiz Bissoto.

Da família, só a filha Juliana seguiu no ramo. O pai a ensina constantemente. "Procuro orientá-la a trabalhar com responsabilidade, seriedade e doar-se pelo trabalho. Tratar os clientes muito bem também é fundamental."

Juliana conta que sempre acompanhou a luta, o esforço e a dedicação do pai pelo escritório. "Sem dúvidas, quero dar seguimento a carreira que meu pai construiu ao longo desses anos com tanto empenho. Comecei na profissão mais como um auxilio, e hoje, vendo mais de perto seu amor pela profissão, tomei gosto".
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Projeto “Palavra em Ação” estimula hábito da leitura


Estantes com livros estão expostas na Santa Casa de Valinhos

Livros podem ser retirados na sala de espera do hospital
 Quem frequentou a Santa Casa de Valinhos neste último mês, pode observar mudanças no hall de entrada do hospital. Isso porque estantes com livros dividem espaço na sala de espera dos pacientes. Há um mês, a Associação Perfeita Palavra de Valinhos implantou o Projeto “Palavra em Ação” na Santa Casa, visando despertar o hábito da leitura através de uma corrente de livros.

 A corrente acontece a partir da circulação dos livros, do repasse dos mesmos e de doações. Foram colocados à disposição do público na Santa Casa, cerca de 350 exemplares de leitura que são repostos conforme doações e aquisições nos sebos. O leitor pode levar o livro para casa e caso não consiga devolvê-lo, pode repassar para outra pessoa, mas não deve deixar o livro guardado em casa, por isso o nome “Palavra em Ação”.

Gustavo Gumiero é apaixonado por livros, formado em Educação Física, Teologia, MBA em Gestão de Empresas, atualmente publicitário e colunista deste jornal e é o idealizador do projeto. Ele explica que “livro fechado não espalha conhecimento” e por isso deve ser doado. “Para todos aqueles que tiveram e têm prazer com a leitura, não há nada mais gostoso que compartilhar essa experiência com uma outra pessoa”, incentiva Gumiero.

O projeto “Palavra em Ação” começou na Santa Casa, mas o intuito é abranger o maior número possível de moradores de Valinhos, privilegiando aqueles que não têm acesso fácil aos livros. “A ideia é conseguir chegar em espaços de grande aglomeração de pessoas, como a rodoviária, por exemplo, e outros órgãos públicos de atendimento à população”, conta o idealizador.

Leitor assíduo e apaixonado, Gumiero tem seus escritores favoritos, mas os livros de sua “biblioteca” pessoal estão espalhados pelo Projeto. “A leitura provoca uma simulação vívida da realidade. É uma experiência única, que pode transformar pessoas, que transformarão bairros, cidades, nações, sociedades. O livro é o maior patrimônio da humanidade”.

Gumiero contou com a ajuda de colaboradores da Santa Casa para que o Projeto desse certo.  “Gostaria de aproveitar e agradecer pelo engajamento de todos os envolvidos. Muito obrigado pelo carinho”.

O Projeto “Perfeita Palavra” aceita doações de livros de literatura nacional ou estrangeira, romance, suspense, ficção, biografia, literatura infantil, desde que estejam em boas condições. Interessados em colaborar poderão levar os livros na recepção de internação e depositá-los na caixa existente no local. Mais informações com Gustavo 9332-2775 ou pelo e-mail gustavo@perfeitapalavra.org.br, ou ainda pelo site www.perfeitapalavra.org.br. 

*Matéria publicada no jornal Folha de Valinhos - edição 2342 - 20/07/2013
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terça-feira, 11 de junho de 2013

Vinhedo Lumberjacks atrai amantes do futebol americano



A cor laranja é a principal característica do time.
Cinco dos integrantes são valinhenses

Você já deve ter se deparado nos canais de sua televisão, com um jogo de futebol americano, mas com certeza nunca pensou que um grupo se reunisse todos os domingos em Valinhos, para treinar o esporte que nem é tão famoso assim no Brasil.

 Pois é, a ideia surgiu de colegas que acompanhavam a Liga Norte Americana de Futebol Americano, NFL, pela TV e então decidiram se unir no campo da praça do Jardim Paraíso, onde cerca de 12 pessoas treinam e algumas até jogam no time conhecido como  Vinhedo Lumberjacks.

Marcos Pires da Silva, um dos atletas valinhenses do Lumberjacks, joga no time desde janeiro deste ano, quando foi convocado através de uma seletiva. Sua posição é o “Defensive Ends” que fica na defesa e joga pelas laterais. A linha defensiva do futebol americano é composta por três ou quatro jogadores – todos pressionam a linha de ataque, impedindo corridas e tentando derrubar o “Quarterback”, que é o jogador que dá o início das jogadas.

O esporte tradicionalmente praticado nos Estados Unidos não é tão difundido no Brasil, mas há campeonatos por ai. O Lumberjacks disputou neste primeiro semestre a II Super Copa SP de Futebol Americano. O time chegou até as semifinais, mas perdeu para o Corinthians Steamrollers, no dia 2 de junho.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o futebol americano e quiser participar dos treinos em Valinhos, é só contatar o grupo “American Footeball Group – Valinhos/SP” no Facebook e falar com Richard Gregório ou Marcos Pires.

Já o Lumberjacks faz seletivas para os que querem integrar o grupo. A próxima acontece no dia 22 de junho, às 14h no Campo da Planalto, situado à rua Frank Swalles, 150, próximo da Represa II em Vinhedo. Vá com roupa apropriada para prática esportiva e chuteira de campo e tente um espaço no Vinhedo Lumberjacks.


 # É possível acompanhar o time pelo Facebook do time e pelo site www.vinhedolumberjacks.com.


* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2335 - 01/06/2013
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mês das festas juninas começa com tudo e a Paróquia Beato José de Anchieta já adianta sua programação


Festa continua até o último fim de semana de junho
Em junho começam as tradicionais festas juninas na cidade. Na Paróquia Beato José de Anchieta, a grandiosa festa que acontece todos os anos começa exatamente no dia 1º, o primeiro sábado do mês. A festa tem início às 17h e às 19h30 Mariel Novais e Banda Jump Night abrem a noite em preparação à Coroação do Rei e Rainha do Beato, que acontece às 21h30. Já no domingo dia 2, a festa já começa com a quadrilha da turma da catequese às 17h e a Banda DNA7 embalando a noite a partir das 19h30.

Com barracas americana (lanches de hambúrguer e batata frita), alemã (com chopp, salsichão e doces típicos), portuguesa (bolinho de bacalhau), chinesa (pastel de carne e queijo), italiana (nhoque e macarrão), árabe (kibe, esfiha aberta) e também a típica brasileira, com lanche de calabresa e pernil, milho verde e derivados do milho, a festa continua em todos os outros fins de semana de junho.

No dia 8, às 19h tem quadrilha da Terceira Idade e às 19h30 Eber Peres Banda e Trio Elétrico. No dia 9, é o Dia do Padroeiro Beato José de Anchieta e a programação é especial. A barraca italiana e o bar funcionarão a partir das 11 horas. O bolo do padroeiro será vendido a R$ 1,00 o pedaço. Às 17h tem dança country com a catequese e às 19h30 atração musical com E2A.

No terceiro fim de semana, a festa é estendida para a sexta-feira, dia 14, que vai contar com um super bingo às 19h30. A primeira cartela cheia vale R$ 1.000,00 e a segunda cheia, uma TV. Além disso, cafeteira elétrica, panela elétrica, liquidificador, batedeira, kit churrasco, celular e muito mais farão parte dos brindes. No dia 15, a música ao vivo começa às 19h30 com Fine e Ricardo, tocando pop music e sertanejo universitário. No domingo, dia 16, às 17h tem teatro com os alunos da APAE e música às 19h30 com Vânia Vilella Musical.

O último fim de semana, no dia 22, traz a atração musical  Grupo do Samba Detalhes às 19h30 e quadrilha dos jovens às 21h. E no domingo, dia 23, pra fechar com chave de ouro, as barracas começarão a funcionar às 12h e às 17h vai ter dança com alunos da ACESA e às 19h30 tem Rinaldo Bossa Trio.

Além de toda essa programação, atrações e barracas, as crianças terão seu espaço de pesca e toda a família pode visitar, sendo bem recebidos com a alegria contagiante do pessoal da Paróquia.

Vá prestigiar e divirta-se! A Paróquia fica na Rua Luiz Bissoto, número 765 no Bom Retiro.


* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2333 -  17/05/2013
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sábado, 25 de maio de 2013

Conhecendo um pouco o trabalho de inclusão da APAE


Sei que como jornalista não posso "fazer parte" da matéria, mas neste caso é impossível! 


No dia 21 de março, foi celebrado pela oitava vez, o Dia Mundial da Síndrome de Down. Com o objetivo de aumentar a conscientização sobre essa alteração genética, mostrar o seu significado para as pessoas com Síndrome de Down e o papel fundamental que eles exercem nas vidas de seus entes próximos e na comunidade, a Folha de Valinhos esteve na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, APAE, onde conversou com  educadores sobre a inserção social dos alunos.

Há 12 anos atuando como professor na APAE, Rodrigo explica que os alunos recebem um plano de desenvolvimento individual. "Buscamos trabalhar os pontos positivos deles, exaltar as habilidades. Eles precisam usar o que é de direito deles, terem caminhos alternativos, por isso a parte social e psicológica é sempre trabalhada", comenta.

O trabalho com os alunos é desenvolvido através de expressão corporal, culinária, artesanato, artes plásticas, hidroginástica e até musculação. O teatro é uma das atividades preferidas dos assistidos, assim como a música. "Todas as ações partem deles, quando se sentem prontos para trabalhar vão para o mercado de trabalho, vão para escolas do município, e se não se sentem a vontade, voltam. A APAE presta toda a assistência necessária a eles, inclusive até a velhice, onde eles frequentam as atividades durante uma parte do dia", diz o professor.

E chamá-los de diferentes é uma ignorância. Quem afirma isto é a diretora pedagógica da APAE, Ana Glória. "Os chamados excepcionais tem apenas um cromossomo a mais que os difere, mas apenas exteriormente, porque dentro deles, os sentimentos, pensamentos e agir são iguais a todos nós. Eles são alunos, que como tantos outros, levam broncas e até paqueram".

Para a professora Renata Aparecida dos Santos,  é necessário trabalhar cada dia de uma forma, é preciso paciência e também um treinamento especial, mas a recompensa de todo o esforço é dada em dobro, através do carinho recebido, do comprometimento deles, da educação e também da sinceridade. "O carinho dado como resposta é a melhor parte do trabalho, é gratificante!", diz Renata.

A APAE de Valinhos fica na Rua Fioravante Agnello, 1669. Informações: 3303-4500.


* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2326 - 30/03/2013

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domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães ...

Marta, Clorinda, Angélica, Irma, Isabel e Maria Clara 
Uma é piadista, a outra moderna, outra é rígida, uma é louca para ter netos, outra falante e a outra mais quieta, mas todas tem uma coisa em comum: são mães. De corações gigantes, de paz interior e sorriso no rosto, Irma, Angélica, Clorinda, Maria Clara, Isabel e Marta, fazem parte do Clube de Mães e são exemplos de que para ser parte deste “clube”, é preciso ter dom.

Segundo elas, nos dias de hoje os filhos não tem pressa para casar, nem querem ter filhos tão cedo. Hoje em dia a mulher é independente, trabalha e não precisa do homem. Antes as pessoas ficavam com as outras porque gostavam, porque queriam ter uma vida juntos.

Isso refletiu na educação dos dias de hoje, que fatalmente não é mais a mesma, mas isso não é problema nenhum para Marta Standen, de 58 anos. “Tenho dois filhos e uma neta, ela nasceu na era da tecnologia e para me comunicar com ela eu preciso acompanhar. Não vivo do passado, pois se atualizar é fundamental” e para Irma Deluca, de 69 anos, que tem dois filhos e nenhum neto, também não há problema, “antigamente era mais rígida a educação, mas até hoje meus filhos trabalham, nunca me desapontaram, são maravilhosos, só falta um netinho”. Dona Angélica de 75 anos tem três filhos e quatro netos, dona Maria Clara Della Bella, tem 69, também três filhos e três netos e elas acham que reprender os filhos é fundamental, “hoje não acham comum das uns tapinhas, mas na minha época tinha que dar para aprender, é o correto”, explica Maria Clara, “só uma palmadinha que é para aprender a não fazer mais, não faz mal a ninguém”, confessa Dona Angélica.

Elas falam com orgulho dos filhos, e não trocariam nada em suas vidas. E quando perguntadas sobre qual a definição de ser mãe, a resposta foi variada até que entraram em um consenso: ser mãe é ter responsabilidade, pensar na educação, é ter preparação e dedicação total aos filhos e posteriormente aos netos. Ser mãe é gratificante, é uma graça divina.

“Uma das coisas mais emocionantes para uma mãe é ver o filho se formando. A gente se empenha durante anos para dar o melhor para eles e é bom quando temos um retorno de tudo isso”, conta dona Clorinda Juliato, de 69 anos e que tem três filhos e três netos.

Cativantes e sem vergonha alguma, as senhoras do Clube de Mães são um poço de risadas. “Se um dia alguém estiver triste e quiser vir aqui pro Clube conversar com a gente, pode vir porque é risada garantida!”, convida dona Isabel Herman, de 87 anos, que é a mais velha do grupo e tem dois filhos, um já falecido, cinco netos e a única a ter bisnetos.


Para se inspirar...

Minha mãe! Não tem nem como descrevê-la. Mãe de quatro filhos, avó de três crianças maravilhosas, dona do lar, dona da minha vida. Quando preciso ela me encobre, cuida de mim, faz carinho, briga também, cuida das minhas roupas, do meu almoço, da minha janta, da limpeza da casa, cuida das contas, cuida do meu pai, dos netos, enche o saco quando quer aprender mexer em alguma coisa do Facebook.
Gostaria de agradecê-la por ter cuidado de mim, ter me dado educação, amor, saúde, atenção e por ser essa mãe maravilhosa que é. Não posso esquecer também pela paciência conosco aqui de casa, com os netos, noras, genro e com o senhor Valter Cintra, que é uma peça bem difícil de lhe dar.
Aproveitar pra dizer que quando você ficar velhinha gagá, com os cabelos ~mais~ brancos, caduca e ranzinza estaremos aqui pra cuidar de ti e te mimar, assim como fez com a gente.
Você merece todo o amor deste mundo e mais um pouco, e a uso como exemplo pois você, junto com o pai, foi que me fizeram chegar onde estou hoje. Que me fizeram uma pessoa melhor! Amo você!







Minha madrinha, cuidava de mim quando necessário, sempre esteve presente e quando digo sempre, é sempre mesmo! Criou dois filhos, hoje tem um neto, é desbocada, transborda alegria e sinceridade, é de se orgulhar! Sempre me deu os melhores presentes, sempre soube como me agradar. Hoje que já não sou mais uma criança, o contato é menor mas o amor é imensamente maior, inclusive, não lembro muitos fatos de quando eu era criança, mas os retratos ilustram muito bem a nossa relação no decorrer destes 18 anos!








Dona Clélia, tem 61 anos, é mãe de cinco filhos e é um dos exemplos que faço questão de citar. Mãe e avó, trabalhadora, falante e super acolhedora. Sempre morou em São Paulo, mas há pouco mais de um ano foi afastada do trabalho e veio morar em Valinhos e mesmo assim não parou de trabalhar. Sempre atuando na área da saúde, hoje ela cuida de idosos em um lar de velhinhos no Vale verde e diz que "o trabalho com os idosos é relaxante". Ela coloca música para eles dançarem, conversa com eles, coloca-os para pintar e por ai vai... 
Dona Clélia é uma mãe que cuida de tantas outras mães, e por isso uso o exemplo dela. 






As mamães jovens e que passaram por minha vida de uma forma ou outra, merecem um espaço aqui também! Merecem, pois são sinônimo de superação!



Gecopri e Ricardo!

Tamira e Gustavo!
Letícia e Alice!
Giselle e Brunninho!














Marcella e Lucca!

















Feliz Dia das Mães a todas as mães que passam por aqui, a todas as mães de quem lê o Blog!


* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2332 - 11/05/2013
* Matéria alterada para postagem online
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dono do Instagram mais famoso do país é morador de Valinhos

O perfil @camposwell tem mais de 2 milhões de seguidores e é mais popular que  o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama

“Não esperava e nem queria a fama”, é o que diz o dono do Instagram mais famoso do Brasil e 17º dos melhores do mundo. Wellington Campos, de 35 anos, com residência em Valinhos, tem mais de dois milhões de seguidores e fãs pelo mundo inteiro, apenas tirando fotos de bonecos de desenhos animados, como dos personagens “Woody” e dos “Smurfs”, em situações inusitadas.

Nascido em Goiânia, o rapaz veio para o estado de São Paulo há 15 anos e há dez para a cidade, onde tem um estúdio que tira as fotos de seus pequenos personagens. Formado em Direito, Well, como é conhecido, já deu aulas de Jiu Jitsu em várias academias de Valinhos e atualmente trabalha como consultor de mídia digital e resolveu criar o seu perfil no Instagram apenas por hobby, mas foi uma ideia que deu muito certo. Desde o final de 2011, Well faz fotos dos bonecos e atualmente, ultrapassou em números de seguidores Sabrina Sato, Neymar e até mesmo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Ele conta que guarda parte de seus bonecos em Valinhos e faz todas as fotos das lentes de seu celular, um aparelho Iphone 5 e  também explica que muitos fotógrafos profissionais ficam bravos pois ele consegue fazer com o pequeno aparelho o que os profissionais fazem com modernas câmeras digitais. 

Sobre a criatividade, ele diz que é espontânea, mas é preciso muitos acessórios para fotos legais. “É ruim quando chega a fatura do cartão de crédito e vejo que gastei muito dinheiro com bonecos, quando poderia ter gasto com algo mais necessário”. No entanto, isso tudo rendeu tantos fãs espalhados pelo mundo, que Well chega a receber comentários dizendo: “meu filho não dorme sem ver uma foto sua” ou “eu amo você” e Wellington chegou até mesmo a ganhar dinheiro com o hobby, algumas marcas pagaram para ter seus produtos expostos nas fotos, mas hoje não utiliza mais o método. “Não faço mais, posso até tirar fotos com alguma marca, mas hoje sem retorno algum”, esclarece.

A popularidade de seus bonecos é tão grande, que Well já esteve no programa de televisão, “CQC” e em outros programas mostrando seu trabalho, mas diz se incomodar com algumas coisas. “Depois que fiquei conhecido por aqui, chovem críticas. O reconhecimento é pouco, o brasileiro nunca quer ver outro brasileiro ser bom e vê muita maldade nas coisas. Fora do país é diferente, inclusive quando se trata de apoio”. 

O que é o Instagram?
O Instagram é uma rede social onde o usuário coloca fotos de sua escolha e quando alguém gosta de sua foto, aperta o botão “curtir”. Um usuário normal dificilmente consegue mais de duzentas “curtidas”, Well tem no mínimo 40 mil curtidas, que podem acabar ultrapassando os 100 mil.

ELE DÁ AS DICAS PRA FAZER SEU INSTAGRAM BOMBAR
1 - Não colocar fotos de comida 
2 - Não colocar muitas fotos de uma vez, sempre de quatro em quatro horas
3 - Usar o Iphone, que embora subestimado é o melhor


Quem quiser visitar o perfil de Well, basta clicar aqui @camposwell.


Abaixo, umas das minhas fotos preferidas:








Essa foi tirada em um ralf que tem no Parque Municipal aqui em Valinhos.
Foto com mais de 92 mil curtidas - Clique para visualizar









Aiiii essa é demais, um luxo só!
Foto com mais de 102 mil curtidas - Clique para visualizar








Criatividades sem limite, falem a verdade? Sensacional!
Foto com mais de 62 mil curtidas - Clique para visualizar




* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2328 - 13/04/2013
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