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sexta-feira, 21 de março de 2014

Pais relatam a experiência de ter um filho com Síndrome de Down

Tão comuns quanto qualquer outro, o que os difere é apenas uma alteração genética

Eles têm muitas diferenças. Uns são mais independentes, outros são mais reservados, alguns já trabalharam e outros ainda não estão prontos para este desafio. Mas eles também têm muita coisa em comum. São exemplos de superação, de força de vontade e de alegria de viver. E, além disso, recebem um imenso amor das famílias, que os torna semelhantes a qualquer outra pessoa. 

No Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado nesta sexta, dia 21, a Folha de Valinhos conversou com famílias que contaram sobre o momento que descobriram o diagnóstico de que o filho era portador de um distúrbio genético.  

José Carlos nasceu há 29 anos. Quinto filho de Sr. Raimundo e dona Olinda, o caçula da família Gonzaga foi tão bem recebido quanto qualquer um dos outros irmãos. Embora a mãe tenha sofrido preconceito, nunca houve diferença e muito menos vergonha. "As pessoas saiam de perto e não deixavam ninguém brincar com o José, mas isso nunca foi problema para nós", conta a irmã Lúcia, que lembra que antigamente não havia muitas informações, e que embora atualmente esteja melhor, ainda há muito o que melhorar.

O jovem frequenta a APAE, faz teatro, futebol e outras atividades. José rabisca e escreve, mas nunca trabalhou. A comunicação em casa é ótima, assim como a relação entre todos. José chegou apenas para somar. 

Rodrigo é o único filho de dona Nair e Sr. Rosalino
Rodrigo Algeri de Rosa, de 37 anos, é filho único. Os pais Nair e Rosalino optaram por não ter mais filhos, pois, segundo o médico do casal, a chance de ter mais um com a Síndrome era possível. "Gostaria de ter tido mais filhos, mas era arriscado. Imagina cuidar de dois?", conta a mãe, dona Nair.

Rodrigo foi diagnosticado com Síndrome aos 2 meses de idade. "No início foi meio complicado, foi um susto, não esperava, para mim ele era como qualquer outro", lembra dona Nair. 

Mas ela não estava enganada, Rodrigo é igual a todos. Ele frequenta a APAE, toca gaita, torce para o Corinthians, ajuda nas tarefas de casa, faz teatro e é adorado por todos os vizinhos, que o acolheram muito bem. "O Rodrigo tem um pai carinhoso, ele mudou nossa vida para melhor", comenta Sr. Rosalino. 

Dona Cecilia cuidava de Anderson. Hoje é cuidada por ele
Anderson Moscatini, de 26 anos, foi descoberto com o distúrbio aos 8 meses de idade. Aos 9, ele já andava e aprontava pela casa. Caçula de cinco irmãos, a atenção é disputada até hoje. "Querem levar ele pra todo lado, minhas filhas até comentam que eu só quero ele para mim", conta a mãe dona Cecília, de 83 anos.

Mas isso tem um motivo. O pai faleceu quando Anderson tinha 8 anos de idade. Hoje, dona Cecília e o rapaz moram sozinhos. "Ele é um anjo em minha vida, não tem outra forma de descrevê-lo. Penso que quando eu for embora, gostaria de levá-lo junto, mas seria muito egoísmo da minha parte", conta aos risos.

Quanto ao dia da descoberta, Cecília diz que não imaginava. "Desde que cheguei do hospital a turma falava que ele era meio "japonesinho". A gente percebia que ele não respondia muito aos nossos chamados, mas fomos pegos de surpresa", explica.

Anderson entrou na APAE aos 8 anos, hoje sabe ler e escrever e trabalhou durante 9 anos na Papelaria Colegial. É carinhoso, atencioso e muito educado. "Onde estou ele está atrás, se eu deito ele deita perto, se vou à padaria ele me dá a mão, ele cuida de mim", relata dona Cecília.

 * Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2377 - 22/03/2014

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sábado, 2 de novembro de 2013

Guarani: a esperança verde do interior

Estádio do time entra em leilão para sanar dívidas


O lugar preferido de Marcelle no Brinco de ouro: a arquibancada
Mais de 100 anos de histórias, atualmente na Série C do Campeonato Brasileiro, na Séria A2 do Paulista, sem técnico e com dispensas no time. O Guarani Futebol Clube não vive seu melhor momento. E antes fossem só estes os problemas da equipe alviverde, a única campeã do interior.

Na última quarta-feira (30), o Estádio Brinco de Ouro da Princesa foi a leilão por conta de dívidas feitas pelo clube durante os diversos mandatos fracassados. O débito acumula milhões de reais e o Brinco de Ouro está avaliado em 210 milhões, embora a diretoria acredite que a área equivale a, no mínimo, R$ 500 milhões. A falta de um lance mínimo impediu o clube de perder seu estádio.

Uma proposta no valor de R$ 105 milhões não foi aceita por ser menor do que o valor estipulado de início, 147 milhões. Dos males o menor. Com isso o clube mantém a posse do Brinco de Ouro, mas não impede a realização de um novo leilão. A Justiça avaliará a situação do estádio e deve agendar um novo evento em breve, com uma adequação do valor do lance mínimo.

O patrimônio histórico pode valer pouco para os dirigentes, que colocaram o clube nesta situação, mas para os torcedores, o Brinco de Ouro, vale mais do que qualquer quilate do metal precioso que leva no nome. “A última alegria que me recordo foi em 2004, depois só tristeza”, comenta Fabiano Duarte, conhecido em Valinhos como Bugrino. E ele ainda lembra das zoações que sofre todos os dias: “é tiração de sarro todo tempo, todos torcedores estão chateados, nunca vi o time nessa situação”.

Torcedor desde nascença, Bugrino frequenta o estádio com a família, que também é torcedora de coração. “Meu filho mais velho já jogou no Guarani, o meu mais novo participa do Projeto Bugrinho em Valinhos e meu tio, já falecido, Zé Duarte, foi técnico do time”, explica.

Ele também faz questão de comentar sobre a dificuldade de ser um time do interior. “A CBF – Confederação Brasileira de Futebol – nunca vai olhar para o Guarani. Cada dia caindo e se afundando mais, acabamos esquecidos”. E para 2014, ele espera pelo menos mais profissionalismo. “Subir para a Série A do Paulistão é obrigação, o Guarani não é time pra disputar a A2. E no Campeonato Brasileiro, não podemos esperar mais do que o acesso à Serie B”, torce.

E não são só os homens que sofrem com esse cenário. A valinhense Marcelle Marques, de 20 anos, vai em todos os jogos que pode e lamenta a situação. “Não importa a série. A,B ou C, estou lá! Espero que 2014 seja de muitas mudanças, capacidade o Guarani tem”, comenta ela.

E sobre o sentimento de pensar que um dia o Brinco de Ouro se vá, pois além da possibilidade de leilão, há também uma proposta para derrubar o estádio, ela é categórica. “Não consigo nem imaginar, mas espero que já tenham um bom projeto em mente”, completa.

*Matéria publicada no jornal Folha de Valinhos - edição  02/11/2013

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Vinhedo Lumberjacks atrai amantes do futebol americano



A cor laranja é a principal característica do time.
Cinco dos integrantes são valinhenses

Você já deve ter se deparado nos canais de sua televisão, com um jogo de futebol americano, mas com certeza nunca pensou que um grupo se reunisse todos os domingos em Valinhos, para treinar o esporte que nem é tão famoso assim no Brasil.

 Pois é, a ideia surgiu de colegas que acompanhavam a Liga Norte Americana de Futebol Americano, NFL, pela TV e então decidiram se unir no campo da praça do Jardim Paraíso, onde cerca de 12 pessoas treinam e algumas até jogam no time conhecido como  Vinhedo Lumberjacks.

Marcos Pires da Silva, um dos atletas valinhenses do Lumberjacks, joga no time desde janeiro deste ano, quando foi convocado através de uma seletiva. Sua posição é o “Defensive Ends” que fica na defesa e joga pelas laterais. A linha defensiva do futebol americano é composta por três ou quatro jogadores – todos pressionam a linha de ataque, impedindo corridas e tentando derrubar o “Quarterback”, que é o jogador que dá o início das jogadas.

O esporte tradicionalmente praticado nos Estados Unidos não é tão difundido no Brasil, mas há campeonatos por ai. O Lumberjacks disputou neste primeiro semestre a II Super Copa SP de Futebol Americano. O time chegou até as semifinais, mas perdeu para o Corinthians Steamrollers, no dia 2 de junho.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o futebol americano e quiser participar dos treinos em Valinhos, é só contatar o grupo “American Footeball Group – Valinhos/SP” no Facebook e falar com Richard Gregório ou Marcos Pires.

Já o Lumberjacks faz seletivas para os que querem integrar o grupo. A próxima acontece no dia 22 de junho, às 14h no Campo da Planalto, situado à rua Frank Swalles, 150, próximo da Represa II em Vinhedo. Vá com roupa apropriada para prática esportiva e chuteira de campo e tente um espaço no Vinhedo Lumberjacks.


 # É possível acompanhar o time pelo Facebook do time e pelo site www.vinhedolumberjacks.com.


* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2335 - 01/06/2013
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