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domingo, 11 de agosto de 2013

Filhos dão continuidade ao trabalho dos pais


Fernando com o pai Dino Celani.
Os pais não levam o filho durante nove meses na barriga, não sentem a dor do parto, nem enjoos ou desejos, mas têm um dia especial só para eles. E qual pai nunca sonhou em ver o filho seguir seus passos? Preservar a tradição e a história da família, para alguns é importante. E neste Dia dos Pais, a Folha de Valinhos vai  resgatar histórias de famílias valinhenses, que têm dentro de casa exemplos mais do que especiais.

Segismundo Celani obteve o dom de ser cartonifista há muito tempo. Desde seus 20 anos, ele segue a tradição familiar que começou em 1934. Hoje com 85, sr. Celani herdou o Cartonificio Valinhos S/A de seu pai, Ferrucio Celani."Comecei a trabalhar no Cartonificio em 1948 e apesar da minha idade, ainda venho à empresa e mantenho meu cargo de presidente". 

Fernando, o filho, seguiu o exemplo. Embora seja engenheiro de produção formado na USP, depois de ter estagiado em outras indústrias, em 1995, com 24 anos, resolveu seguir os passos da família. "O Fernando veio para o Cartonificio motivado pelo gosto herdado de mim e do avô pela indústria de papel, e aqui encontrou sua verdadeira vocação", conta o pai orgulhoso. E quando perguntado sobre o que ensinou ao filho, ele é categórico. "Ensinei que ele deve ser honesto, persistente e corajoso para ser empresário em nosso país", completa. 

Outro exemplo de trabalho em conjunto é encontrado na família da Sorveteria Sóaki. Luiz Cedran herdou do pai o dom de fazer sorvetes, que começou em 1944, em plena Guerra Mundial. Hoje, a família dá corpo à Sorveteria Sóaki e à franqueadora Mil Milk Shakes. "Somos uma família crescida no comércio e com certeza não saberia fazer outra coisa. Essa paixão em lidar com o público nós herdamos do meu pai. Acredito ter influenciado meus filhos, pois até hoje trabalhamos em família e temos muito orgulho disto", comenta Cedran.

Hoje, ele e os três filhos trabalham a todo vapor. "Passo para meus filhos o lema que aprendi com meu pai, que é ser sempre justo e honesto. E mesmo com os recursos atuais, eles sabem que é preciso colocar muito carinho, conhecimento e determinação para que nossos negócios cresçam cada vez mais"

Dr. Ruy e dr. André fazem parte de uma família de médicos.
E quem nunca ouviu falar de uma família de médicos? É assim a família do dr. Ruy Meirelles. Dois dos filhos resolveram seguir seus passos. Mas  André e Tiago Meirelles, formados em urologia e ortopedia respectivamente, não foram influenciados. "Nunca sugeri aos meus filhos que seguissem a medicina. Se eles seguiram foi por talento próprio e, talvez pelo meu testemunho, pois tenho muita paixão pela medicina". É o que garante o filho André, quando diz que "o constante exemplo do pai ajudando o próximo valorizou ainda mais a arte médica".

Aos 41 anos de idade, o rapaz diz que não se arrepende de ter escolhido a medicina às vésperas do vestibular. "Hoje, uma das coisas que mais gosto de fazer é operar. A medicina é uma profissão muito gratificante e ter em quem me espelhar também".

Dr Ruy que tem 45 anos de medicina, diz que aprende com os filhos todas as conquistas médicas, alguns assuntos das especialidades de ambos e, principalmente, as prioridades dos médicos jovens. E ele, que ainda conta com duas psicólogas na família (a esposa Maria Helena e a filha Marta Bartira), não pretende parar cedo. "Tenho 75 anos bem vividos e com muita garra para exercer a medicina por muito tempo ainda".

Juliana trabalha no escritório do pai Gilson.
E há filhas que também seguem o exemplo do pai. Juliana Zamproni trabalha junto com Gilson no escritório de despachante que leva o mesmo nome. Ele começou em 1968, aos 14 anos, trabalhando como office-boy, fazendo limpeza e cobrança no escritório de Luiz Bissoto.

Da família, só a filha Juliana seguiu no ramo. O pai a ensina constantemente. "Procuro orientá-la a trabalhar com responsabilidade, seriedade e doar-se pelo trabalho. Tratar os clientes muito bem também é fundamental."

Juliana conta que sempre acompanhou a luta, o esforço e a dedicação do pai pelo escritório. "Sem dúvidas, quero dar seguimento a carreira que meu pai construiu ao longo desses anos com tanto empenho. Comecei na profissão mais como um auxilio, e hoje, vendo mais de perto seu amor pela profissão, tomei gosto".
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domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães ...

Marta, Clorinda, Angélica, Irma, Isabel e Maria Clara 
Uma é piadista, a outra moderna, outra é rígida, uma é louca para ter netos, outra falante e a outra mais quieta, mas todas tem uma coisa em comum: são mães. De corações gigantes, de paz interior e sorriso no rosto, Irma, Angélica, Clorinda, Maria Clara, Isabel e Marta, fazem parte do Clube de Mães e são exemplos de que para ser parte deste “clube”, é preciso ter dom.

Segundo elas, nos dias de hoje os filhos não tem pressa para casar, nem querem ter filhos tão cedo. Hoje em dia a mulher é independente, trabalha e não precisa do homem. Antes as pessoas ficavam com as outras porque gostavam, porque queriam ter uma vida juntos.

Isso refletiu na educação dos dias de hoje, que fatalmente não é mais a mesma, mas isso não é problema nenhum para Marta Standen, de 58 anos. “Tenho dois filhos e uma neta, ela nasceu na era da tecnologia e para me comunicar com ela eu preciso acompanhar. Não vivo do passado, pois se atualizar é fundamental” e para Irma Deluca, de 69 anos, que tem dois filhos e nenhum neto, também não há problema, “antigamente era mais rígida a educação, mas até hoje meus filhos trabalham, nunca me desapontaram, são maravilhosos, só falta um netinho”. Dona Angélica de 75 anos tem três filhos e quatro netos, dona Maria Clara Della Bella, tem 69, também três filhos e três netos e elas acham que reprender os filhos é fundamental, “hoje não acham comum das uns tapinhas, mas na minha época tinha que dar para aprender, é o correto”, explica Maria Clara, “só uma palmadinha que é para aprender a não fazer mais, não faz mal a ninguém”, confessa Dona Angélica.

Elas falam com orgulho dos filhos, e não trocariam nada em suas vidas. E quando perguntadas sobre qual a definição de ser mãe, a resposta foi variada até que entraram em um consenso: ser mãe é ter responsabilidade, pensar na educação, é ter preparação e dedicação total aos filhos e posteriormente aos netos. Ser mãe é gratificante, é uma graça divina.

“Uma das coisas mais emocionantes para uma mãe é ver o filho se formando. A gente se empenha durante anos para dar o melhor para eles e é bom quando temos um retorno de tudo isso”, conta dona Clorinda Juliato, de 69 anos e que tem três filhos e três netos.

Cativantes e sem vergonha alguma, as senhoras do Clube de Mães são um poço de risadas. “Se um dia alguém estiver triste e quiser vir aqui pro Clube conversar com a gente, pode vir porque é risada garantida!”, convida dona Isabel Herman, de 87 anos, que é a mais velha do grupo e tem dois filhos, um já falecido, cinco netos e a única a ter bisnetos.


Para se inspirar...

Minha mãe! Não tem nem como descrevê-la. Mãe de quatro filhos, avó de três crianças maravilhosas, dona do lar, dona da minha vida. Quando preciso ela me encobre, cuida de mim, faz carinho, briga também, cuida das minhas roupas, do meu almoço, da minha janta, da limpeza da casa, cuida das contas, cuida do meu pai, dos netos, enche o saco quando quer aprender mexer em alguma coisa do Facebook.
Gostaria de agradecê-la por ter cuidado de mim, ter me dado educação, amor, saúde, atenção e por ser essa mãe maravilhosa que é. Não posso esquecer também pela paciência conosco aqui de casa, com os netos, noras, genro e com o senhor Valter Cintra, que é uma peça bem difícil de lhe dar.
Aproveitar pra dizer que quando você ficar velhinha gagá, com os cabelos ~mais~ brancos, caduca e ranzinza estaremos aqui pra cuidar de ti e te mimar, assim como fez com a gente.
Você merece todo o amor deste mundo e mais um pouco, e a uso como exemplo pois você, junto com o pai, foi que me fizeram chegar onde estou hoje. Que me fizeram uma pessoa melhor! Amo você!







Minha madrinha, cuidava de mim quando necessário, sempre esteve presente e quando digo sempre, é sempre mesmo! Criou dois filhos, hoje tem um neto, é desbocada, transborda alegria e sinceridade, é de se orgulhar! Sempre me deu os melhores presentes, sempre soube como me agradar. Hoje que já não sou mais uma criança, o contato é menor mas o amor é imensamente maior, inclusive, não lembro muitos fatos de quando eu era criança, mas os retratos ilustram muito bem a nossa relação no decorrer destes 18 anos!








Dona Clélia, tem 61 anos, é mãe de cinco filhos e é um dos exemplos que faço questão de citar. Mãe e avó, trabalhadora, falante e super acolhedora. Sempre morou em São Paulo, mas há pouco mais de um ano foi afastada do trabalho e veio morar em Valinhos e mesmo assim não parou de trabalhar. Sempre atuando na área da saúde, hoje ela cuida de idosos em um lar de velhinhos no Vale verde e diz que "o trabalho com os idosos é relaxante". Ela coloca música para eles dançarem, conversa com eles, coloca-os para pintar e por ai vai... 
Dona Clélia é uma mãe que cuida de tantas outras mães, e por isso uso o exemplo dela. 






As mamães jovens e que passaram por minha vida de uma forma ou outra, merecem um espaço aqui também! Merecem, pois são sinônimo de superação!



Gecopri e Ricardo!

Tamira e Gustavo!
Letícia e Alice!
Giselle e Brunninho!














Marcella e Lucca!

















Feliz Dia das Mães a todas as mães que passam por aqui, a todas as mães de quem lê o Blog!


* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2332 - 11/05/2013
* Matéria alterada para postagem online
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