Não importa a idade, a crença ou a cor, não
importa
se é de sangue ou de criação, o que muda é
só o endereço
e o sobrenome. Mãe é mãe. E por isso, neste Dia das Mães, comemorado neste dia 11, a Folha de Valinhos traz as histórias de três jovens, que
tiveram de abdicar de momentos da adolescência para se dedicar aos cuidados com
os filhos e se adequar às responsabilidades de crescer de um dia para o outro.
As vidas de nossas três personagens estão ligadas.
Antes de compartilharem histórias de fraldas, choros e brinquedos, elas
dividiam cadernos e lápis na Escola Estadual Alves Aranha, onde estudaram
juntas da 5ª a 8ª série.
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| Tamira, 20 anos, e o filho Gustavo, 4 anos |
A primeira a ter filho foi Tamira Guedes, atualmente
com 20 anos. Antes protagonista de sua própria história, agora Gustavo Guedes
de 4 anos, é o personagem principal da vida dela. A jovem descobriu que estava
grávida aos 15 anos, quando tinha acabado de entrar no Ensino Médio. “Eu já
desconfiava, então resolvi fazer o exame de sangue, que foi a confirmação.
Inicialmente me vi perdida, fiquei com muito medo e fui muito criticada, porém
isso nunca afetou a minha decisão de ter o Gu”, explica.
Na época, Tamira abandonou a escola e perdeu
oportunidades de emprego, mas isso não foi e nem é um problema, o Gustavo
chegou para somar e mudou sua vida para melhor. “Antes eu era menina, virei
mulher. Precoce sim, mas não me arrependo, ele é meu maior tesouro e não vejo
minha vida sem ele, é minha razão, meu amor maior, meu melhor amigo, meu bebê”,
conta.
A primeira palavra de Gustavo foi “mamãe”, mas o
momento mais marcante dessa história de amor foi o nascimento do pequeno.
“Quando ele chegou foi que realmente caiu minha ficha”, lembra ela, que ainda
diz que “o primeiro dia de aula, os primeiros passos e a primeira ‘namorada’, também
ficarão para sempre na memória”.
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| Juliana, 20 anos, e o filho Victor Hugo, 4 anos |
A segunda a ser mãe, foi Juliana Paulino. Aos 15
anos, ela descobriu estar grávida de Victor Hugo. Agora aos 20, o garotinho de
4 anos se tornou um anjo em sua vida. Ele veio para preencher o espaço que o
pai da jovem havia deixado. “Me desesperei e chorei muito no início da
gravidez, pois além de ser muito nova, meu pai estava em fase terminal de um
câncer e veio a falecer um dia antes do nascimento do meu filho”, lembra.
Juliana passou a ter novas responsabilidades e
deixou de pensar só nela. “Eu nunca imaginei que fosse capaz de ter sentimentos
tão fortes, mas passei a pensar apenas naquele bebezinho que precisava 100% de
mim. Sendo mãe do Victor Hugo fiquei mais feliz e tive a dor da perda do meu
pai amenizada. Meu filho me ensinou o verdadeiro significado da palavra amor”.
Ela conta que muitas pessoas foram indelicadas e
maldosas quando ela revelou a gravidez. “Me falavam coisas que me magoavam,
porém, a grande maioria me ajudou, inclusive, tive o apoio de muitas pessoas e
ganhei o enxoval inteiro e não precisei comprar fraldas durante o primeiro ano
do Victor, pois ganhei muitas”, conta ela.
Sobre o novo rumo que sua vida tomou, ela explica
que teve que deixar de ir à escola, mas fez as lições e as provas em casa e
passou de ano normalmente. “Conclui o Ensino Médio, fiz um curso técnico e
entrei em uma faculdade, o Victor não me atrapalhou em nada com relação aos
estudos e minha mãe me ajudou e ainda me ajuda muito”, completa.
A primeira palavra que Victor disse foi mamãe e o
momento mais marcante foi quando ele deu os seus primeiros passinhos. “Quando
ele veio com aquele sorriso imenso no rosto andando em minha direção, foi
inesquecível”, lembra Juliana.
Quando perguntada como seria a vida sem Victor,
Juliana diz que não imagina. “Hoje, tudo se resume ao Victor. Minha vida não
tem sentido algum se ele não estiver nela. Tudo é feito pensando nele e para
ele”, completa.
“Nunca pude imaginar que sentiria o calor, a
alegria, o amor e a satisfação de ser mãe! Só tenho a agradecer a Deus por
agora eu ser uma mulher tão frágil e tão forte ao mesmo tempo e por Ele me
permitir ser a responsável pela vida do Victor”, completa.
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| Gecopri, 20 anos, e o filho Ricardo, 1 ano |
A terceira a se tornar mãe, foi Gecopri Fagotto
Graça, ela teve Ricardo Struciatti aos 18 anos. Agora com 20, ela para pra
pensar nas consequências de ser mãe cedo. “O Ricardo iluminou minha vida, deu
sentido a ela e é impossível me imaginar sem ele. Costumo dizer que ele é meu
rei, pois penso mil vezes antes de fazer qualquer coisa. Acordo todos os dias
mais motivada para batalhar por um futuro digno para ele e tudo gira em torno
das suas necessidades”, diz.
Mas, assim como as outras, nem tudo foram flores.
Quando Gecopri descobriu que estava grávida, muitos a criticaram e a
questionaram. “Falavam, ‘mas você é muito nova’, ‘não vai poder fazer uma
faculdade’, ‘vai perder sua juventude, sua liberdade’”, mas nada disso fez com
que ela se sentisse mal em carregar no seu ventre um neném.
Hoje, com um ano e três meses, Ricardo é o orgulho
da mamãe. “Quando ele nasceu, veio junto um amor incondicional, surgiu uma nova
mulher. Depois disso, quando ele deu seus primeiros passos e qualquer outra
coisa que ele faça, me encanta”, completa.
* Matéria escrita para o jornal Folha de Valinhos - edição 2084 - 10/05/2014



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