No Dia das Mães, ser de sangue é o de menos: o mais importante é ser por amor
“Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não se apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento”. Como bem descreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, mãe é eternidade. E não precisa ser de sangue. Neste Dia das Mães, que está sendo comemorado hoje, 10, duas grandes mulheres, que tornaram também grandes duas meninas, contam suas histórias. Marlene e Claudia são a prova de que sangue é o que menos importa, quando se tem amor. E o amor que elas sentem por suas filhas é comprovadamente gigante.
Maria Marlene já era mãe de Elizangela quando adotou Juliana Paulino, hoje com 21 anos. A decisão de ceder espaço no seu coração aconteceu quando ela descobriu que não poderia ter mais filhos. “Eu perdi um bebê e tive que tirar as trompas, quase faleci e meu sonho era ser chamada de mãe novamente”, explica.
Com isso, seis anos depois Juliana estava em seus braços. “Ela não foi gerada no meu útero, mas sim no meu coração. Quando a peguei pela primeira vez... É impossível descrever! Era muita emoção, uma felicidade que não cabia dentro de mim, foi a realização de um sonho. Eu aguardei muito por isso”, lembra.
Aos 8 anos, Jú teve o direito de saber que foi adotada, mas isso não mudou em nada a relação familiar. “Era muito importante ela saber da adoção, para não ter decepções quando crescesse. Era a história dela e a verdade sempre prevaleceu”.
“Quando eu descobri, lembro como se fosse hoje das palavras: ‘Você não nasceu na minha barriga e eu não carreguei você por 9 meses, mas você foi tão aguardada, você foi o meu desejo mais profundo, veio do meu coração’”, contou Juliana, que ainda diz que não poderia ter uma mãe melhor.
Sobre ter mais filhos, Marlene, que é viúva, diz que não pretende. “É difícil dar uma boa educação nos dias de hoje e pra mim já foi uma realização. Eu faria tudo de novo, passaria tudo de novo por ela”, completa.
E ainda, o neto Victor Hugo deu mais uma chance de Marlene ser mãe. “Ser vovó é ser mãe pela segunda vez e o Victor é o menininho que eu não tive, ele significa minha vida”, completa.
Já Claudia Rodrigues não pensava em adotar. Quando decidiu que teria uma filha, estava fazendo exames para saber o porque de não conseguir engravidar. “Minha mãe disse que uma conhecida teria um filho e que tinha decidido não ficar com a criança e ela me perguntou se eu queria ficar com a criança e claro que eu quis”, explica.
E a decisão não foi errada, Sarah Rodrigues entrou na vida de Claudia só para somar. “Ela foi feita sob encomenda pra mim, nunca tive nenhuma dificuldade. Ela sempre dormia bastante e até tinha que acordá-la para mamar. Foi uma benção em minha vida”, comenta.
Mãe de primeira viagem, Claudia lembra da primeira vez que pegou Sarah no colo. “Foi uma emoção sem tamanho, indescritível. Ela sempre será minha menininha”.
Hoje mãe de mais dois meninos, Claudia explica que o tratamento é igual. “O que faço para um eu faço para todos, não existe diferença entre eles”, diz.




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